Inicio seta Quem somos 07 Setembro 2010  
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Kung-Fu To'a Flor de Lótus

O Kung-Fu To'a é uma arte marcial desenvolvida no Irão (antiga Pérsia) por Ibrahim Mirzaii. Com a revolução dos anos 60 e a consequente ascensão ao poder do fundamentalismo islâmico, o Kung-Fu To'a tornou-se uma arte proibida no Irão, e muitos dos seus membros foram obrigados a fugir, trazendo por arrastamento o Kung-Fu To'a a uma variedade de países, sobretudo aos EUA, Canadá, Alemanha e outros. Um dos países «privilegiados» foi Portugal, por onde a passagem de Shahram Kasiri (por cerca de dois anos; mais tarde viria a estabelecer-se no Canadá) deixou as sementes do que viria a tornar-se o Kung-Fu To'a Flor de Lótus, um Kung-Fu de fragrância taoista, desenvolvido por Guilherme da Luz, cujas técnicas se baseiam no Kung-Fu To'a original.

Origens do Kung-Fu

História do Kung-Fu To'a

O caminho Flor de Lótus

Como dizia o Osho "The moment you know who you are, you are limited, you are finite", o que significa que não vale a pena tentar encerrar numa definição o espírito do Kung Fu To'a Flor de Lótus. Não se trata, claro está, de um silêncio proveniente da confusão, mas desta experiência: que é mais pela vivência do mistério do que por compreender uma teoria que se chega ao contacto com o real. Ou seja, não se trata de impor uma disciplina ou uma qualquer visão sobre o mundo, mas de abrir as portas, a cada um, à sua própria vivência, construída, criada, do cosmos: porquê afinal tentar reduzir ao finito o infinito? O que se pretende afinal é partilhar uma viagem neste Cosmos para o qual estamos adormecidos, e que é potencialmente infinito em tamanho, complexidade e enigmas, e abrir ao mesmo tempo caminho para o infinito dentro de nós. Um infinito que, na história da humanidade se tem revelado na música, na literatura, arquitectura, engenharia, ciência, amor, etc. E que, em cada um de nós se pode revelar em cada momento, nas coisas mais simples, como na maneira de apertar os atacadores dos sapatos, ou de inventar um novo prato de culinária, em cada gesto, em cada olhar.

O que é talvez mais marcante nas aulas de Kung Fu To'a Flor de Lótus, tal como são dadas pelo Guilherme, não é tanto esta visão ou qualquer outra, mas o facto de não se dar tanta importância à visão mas mais ao acordar do visionário. Isto é, não se trata de dar a verdade mas de despertar o viajante para ir em busca da sua própria verdade, cujo sentido último, só ele será capaz de dar (quem sabe uma verdade um pouco diferente para cada um de nós). Trata-se, não de forma(ta)r pessoas, mas de acordar, partilhando, quem quiser viver o mistério da vida.

Mais sobre a ênfase Flor de Lótus

 
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